Sobre a professora Marluce (Faculdade Batista do Rio)

Marluce era uma COMÉDIA em 2000. Logo no início do segundo semestre do Bacharelado em Música Sacra na Colina, ela me abordou nos seminarios de "Fisiologia da voz" e falou: Joevan! Você já estudou canto comigo um semestre e já tens competência para lecionar para a turma. Ela usou-me como cobaia para lecionar numa determinada aula com mais 30 alunos e me deu trocentas dicas/orientações vocais e espirituais para preparar aquela dignísisma aula. Eu preparei tudo conforme ela sugeriu (rezei cartilha), mas no dia da aula, eu apareci de bermuda e camiseta, pois estava um calor de 40 graus no país tropical. A Marluce ficou uma FERA e me deu espôrro. Joevan! Você é um "rapaz direito"; um VOCACIONADO escolhido por Deus; você tem que dar exemplo e se apresentar com trajes digno de um Ministro do Senhor Jesus. Infelizmente, você nao poderá lecionar hoje. Ok professora. Na próxima aula, venha preparado, mas BEM VESTIDO. Ok? Ok professora. Na semana seguinte eu cheguei de TERNO e GRAVATA com a Bíblia nas mãos e a aula preparada. Marluce sorriu e reagiu: AGORA SIM.Você está vestido conforme um UM OBREIRO VOCACIONADO. Os colegas da turma se mijavam de rir na zueira e ela não captava a minha ironia. Eu vesti um figurino de homem 100% espirituoso, li salmos de Davi para justificar aspectos da fisiologia vocal. Marluce escutava atentamente e satisfatoriamente; Os alunos se divertiam e ela também sorria discretamente, mas nao captava 1% daquela zuacao de ambiente.

Para exemplificar didaticamente os procedimentos fisiológicos no ofício cantoral, eu levei dois bonecos gigantes (masculino e feminino), mas eles eram nús. A professora espirituosa catou uns panos para encobrir a nudez daqueles fantoches. Joevan! não podemos excitar nossos jovens vocacionados. Devemos manter nossa mente concentrada naquilo que purifica a alma e agrada à Deus. TODA NUDEZ SERÁ CASTIGADA!!!!!!!!
Naquela mesma aula, ela sugeriu-nos um exercício de esticamento de pernas para fortalecer a musculatura do esfínter. No processo de esticamento coletivo, alguém soltou um PUM silencioso, super fedido e mortífero e a turma evacuou aquela maldita sala. Aquela professora não sentiu NADA e calmamente nos perguntou: O que aconteceu? Professora! alguém QUEIMOU O ESFÍNTER.
Ahm????????
Voltem para a sala! É a SHEIKINÁ DE CRISTO pairando neste ambiente.
Em 2001 ou 2002 o CADS grupo estudantil organizou um Sarau com músicas de Tom Jobim, Chico Buarque e afins na tradicionalista CAPELA da Faculdade Batista do Rio, onde eram realizados cultos de louvor à Deus e concertos com repertório sacro para Jesus. A galera começou ensaiar para o sarau. Diogo Rebel e Daniel Rebel estavam ensaiando uma obra de Tom Jobim numa das salas SAGRADAS da Casa de Profetas e foram surpreendidos pela visita da super espirituosa PROFESSORA MARLUCE. A Marluce parou o ensaio e admoestou: meus filhos! Aproveitem o talento de vocês e TOQUEM HINOS DE LOUVOR À DEUS. Re-harmonizem os HINOS. Diogo! Quem é este rapaz Violonista? É meu irmão Daniel. Ele é membro de qual igreja? Igreja Cristo em Nietzsche. Onde fica esta igreja????? No coração dos EMANCIPADOS. Vocês vão tocar Tom Jobim onde? Num sarau hoje a noite na Capela. Na CAPELA? Meus filhos! Foquem harmonicamente na beleza se os hinos falassem. Vamos orar? O irmão Daniel ateísta ficou num bico de sinuca naquele labirinto hinológico. A Marluce foi embora e os meninos Rebel continuaram ensaiando QUEBRANDO TUDO. No Sarau, obras de Tom Jobim, Chico Buarque, Guinga, Edu Lobo, Ivan Lins foi tocado para uma platéia de seminaristas. Capela lotada de vocacionados SEDENTOS por sofisticação poética e harmônica. A professora Marluce era MUITO GENTE BOA, super dedicada profissionalmente, mas era super conservadora. A gente lidava com ela usando HUMOR diplomático. Me formei e mantive uma ótima amizade com ela. Uma professora LENDÁRIA com BOM CORAÇÃO. Ela herdou um Background e os Rebel outro Background . Os conflitos de Backgrounds tão distintos é tema em pesquisas sobre músicas e interculturalidade.

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