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Feedback sobre minha visita à Michel em maio de 2021

  Ontem eu visitei Michel (alemao) em Dresden. Cheguei as 18:00 e ele me abracou. Me contou que está se sentindo muito fraco. Dorme tarde, acorda tarde, nao consegue mais manter o pique na terapia Gerson. Ele precisa preparar 10 sucos por dia, mas está conseguindo preparar apenas 3 doses. Michel me contou que foi operado de 4 dentes e precisará fazer implante que custará 7 mil euros. Michel jurou que vai se mudar para a zona rural, mas descobriu que lá precisará de dinheiro. Outrora, ele achou que seria possível viver na zona rural numa sociedade sem dinheiro padrao igreja primitiva. A ficha caiu para ele: Michel sobreviverá com as reservas que ele tem no banco na Alemanha e na Croácia. Michel me avisará quando fará a mudanca, e pediu-me para ajudá-lo desmontar as parafernálias. Ontem fiz um passeio de bike com Michel. Michel ia me mostrando as torres de internet 5G no topo dos prédios, dizendo-me: cada morador deveria destruir estas torres, porque sao armas letais. Na volta, eu es...

TENHO MEDO DOS MEUS MEDOS. O caso Michel

 Ontem Michel me escreveu: quando você estiver chegando na minha casa, me ligue! Nao toque na campainha porque está "estragada". Meu celular estava sem créditos e toquei a campainha. Michel atendeu. Ele percebeu que era eu e abriu. Conversando, ele soltou que leu/escutou que em breve os agentes de saúde irao vacinar as pessoas resistentes nas casas. Michel desenvolveu paranóia com CAMPAINHA. Ele pede para ligar para o celular dele, ele atende e identifica a pessoa. Se um agente de saúde tocar a campainha, ele atender e o profissional constatar que ele está lá, BABOU. Michel tem medo de vacinas e dos agentes de saúde. Quando eu era crianca, eu tinha medo dos agentes de saúde da SUCAM. Eles traziam PISTOLAS GIGANTES que furavam ossos no combate a febre amarela. No olhar de Michel está escrito: TENHO MEDO DOS MEUS MEDOS.

Sobre o casamento de Diogo Rebel e Andreza Ramos em Nova Friburgo. 04.12.2004

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  04 de dezembro de 2004. Casamento do Diogo Rebel e Andreza Ramos em Nova Friburgo. Recebi esta foto hoje pelo grupo de whatsapp da minha turma de música sacra na FABAT/STBSB. Foi uma honra imensa testemunhar aquela cerimônia na Igreja Católica em Nova Friburgo seguido de FESTA num sítio ao som de safoneiros. Eu e André André Codeço (ex-seminaristas) viajamos para Nova Friburgo exclusivamente para as festividades. No sábado dia 3 de dezembro eu estava indo para rodoviária e Diogo me ligou: Joe! O André está indo para rodoviária, mas está sem dinheiro. Você pode comprar a passagem dele e quando você chegar eu te reembolsarei? Ok! sem problemas. Eu e André embarcamos naquele ônibus mágico da empresa 1001 e fomos recebidos pelo casal Diogo e Andreza na rodoviária em Friburgo. A noiva nos conduziu até a casa do noivo (pais dele). As 19:00 Diogo convidou somente eu e André para um jantar despedida de solteiro num restaurante especializado em massas. Comemos muito com direito à sobrem...

No mundo acadêmico é preciso TER SORTE

Ontem conversei com uma professora em Portugal e ela me falou que após concluir o doutorado fora do país de origem, voltou para Portugal e ficou 10 anos trabalhando com contratos temporários. Após 10 anos de muitas incertezas, ela conseguiu o tao sonhado contrato permanente como professora universitária. Se para europeus, é difícil conseguir contrato permanente, imagine para doutores estrangeiros (sul americanos, africanos) morando na Europa. Em 18 de dezembro completará 2 anos que concluí o doutorado (data que consta no certificado de doutor). Entao estou apenas no comeco da longa estrada cheia de curvas e incertezas. Chegarei ao destino ou sucumbirei no trajeto? Precisarei TER SORTE.

O ser humano é EXPLORAÇÃO NA RAÍZ

Assisti um vídeo do Eduardo Bueno sobre as migracoes da Europa e Ásia para o Brasil. Uma empresa privada trouxe milhares de japoneses para o Brasil fazendo propagandas de paraíso. Quando chegaram no Brasil, foram enviados para trabalhar como escravos em canaviais. Alguns conseguiram fugir e conseguiram trabalhar em outras áreas. Quem nao conseguiu fugir, continuou escravizado. Me lembrei da minha infância. Numa tarde um primo meu chegou de páraquedas em Rurópolis trazido do sudeste. Ele e meu pai chegaram imundos de POEIRA em cima de um caminhao. Semanas depois, ele estava trabalhando na lavoura dando duro. Ele vivia mal humorado. Tinha 12 anos e foi criado na metrópole Rio de Janeiro. Nao sei até hoje o que estava acontecendo com ele no sudeste e meu pai assumiu a guarda daquele pré-adolescente. Nao sei o que meu pai falou para ele para convencê-lo sair do Rio de Janeiro rumo a Transamazônica. Fizeram propaganda que na Transamazônica haviam ruas de ouro e ele viveria uma vida boa? Ele...

Memórias de Joe Cubas. Sobre os muros de "Berlim"

Em 1987 meus pais conseguiram uma casa do INCRA na antiga rua 9 em Rurópolis. Um professor ia se mudar e fomos lá visitar o local. As casas nao tinham gradil. Era uma rua onde os vizinhos visitavam uns aos outros, conversavam, se socializavam. Era uma rua COMUNITÁRIA. Um vizinho na esquina construiu bancos populares debaixo das árvores. Pessoas cansadas sentavam, conversavam. Eu era/sou mega fan daquele vizinho. Quando desocuparam a casa que estava reservada para nós, meu pai me levou para lá para CONSTRUIRMOS UM GRADIL que DESTOAVA das demais casas. Durante duas semanas, eu ajudei meu pai levantar aquela muralha de madeira enquanto todas as demais criancas naquela rua BRINCAVAM jogando peladas e outras atividades lúdicas. Eu espiava as criancas enquanto me mantinha focado carregando madeiras e segurando as madeiras para meu pai bater com um martelo. O muro de Berlim foi construído, nos mudamos, e agendaram um culto de louvor à Deus (tinha apenas adultos da igreja Batista). Eu e meu ir...

Frente a frente com Michel

  Domingo eu estava jantando um Dürüm vegetariano sentado numa mesa ao ar livre em Neuestadt /Dresden e Michel estava conversando comigo frente a frente. Michel me falou: eu tenho mania de acusar os outros disso e daquilo, mas tudo que eu acuso os outros, se refere a mim mesmo. Os outros sao espelhos de mim mesmo. Me lembrei de alguns emails de Michel. Em algumas ocasioes possesso de fúria contra mim por besteiras, ele escreveu que eu sou autista. Depois Michel nao lembra mais do que escreveu. Na primeira vez que ele foi mal educado comigo, eu fui firme na resposta e ele recuou. Recorrentemente Michel me fala que sou autista, mas em algumas situacoes ele me falou que ele mesmo é autista. Michel me falou que sou um irmao para ele, por isso, ele descarrega a parte emocional em mim. Jorge Luis Borges em "Livro dos seres imaginários": Sugerido ou estimulado pelos espelhos, as águas e os irmãos gêmeos, o conceito de duplo é comum a muitas nações. É plausível supor que expressões ...