Sobre o menino Miguel que caiu do 9º andar de um prédio
Miguel tinha 5 anos de idade e era um garoto cheio de energia. Num prédio, adultos não podem vacilar com crianças. Quando eu era criança eu nao tinha noção de perigo. Em 1985, fomos visitar uma família em Uruará na Transamzâonica; eu sentei nas tábuas que cobriam o poço nos fundos de uma casa. Cada casa, tinha um poço porque nço havia água encanada na Transamazônica. A dona da casa me viu e me tirou correndo daquele local perigoso. Eu tinha uns 5 anos. Ela me falou: se a tábua escorregar, você cairá e morrerá afogado. Diversas crianças morreram afogadas após sentarem nas tábuas de poços. Eu escapei por milagre. Na casa pastoral onde vivíamos não tinha poço, portanto, eu não sabia o que era poço. Eu raciocinava como um local apropriado para subir e brincar.
Miguel provavelmente nunca tinha ido num prédio de luxo com vários andares. Ele se empolgou e agiu como super men e homem aranha. Teve muito azar. Miguel faleceu BRINCANDO, se divertindo num local diferente cheio de elevadores, labirintos que excitaram aquela fértil imaginação infantil nascida e criada num bairro pobre.
A patroa da mãe de saco cheio com o agitado menino (não era filho dela, então foda-se) apertou o botão da cobertura e entregou para Deus. A patroa entregou o filho da súdita para a morte.
Joe
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