Michel. Um germanioso possesso por delírios sem júbilos

 

Minha amiga perguntou: como provar que as coisas que Michel disse para você são verdadeiras? Não é preciso provar nada. O meu ofício desde o início da convivência com Michel foi observar, escutar e NARRAR. Meu compromisso é com a arte narrativa; narrei com precisão, humor e dramaticidade cotidiana; Michel variava muito o estado de espírito e contradizia-se retoricamente. As vezes dizia em alto e bom som: "eu não estou doente. Eu estou curado". As vezes implorava pedindo minha presenca quando eu morava em outro bairro dizendo: "você está ignorando um paciente com uma doença fatal". As vezes Michel ficava muito carente.
Eu narrei tudo, inclusive os delírios de júbilo e delírios sem júbilos. Foram mais de 100 contos em 60 dias. Michel se tornou um personagem inesquecível que MUITO NOS ENSINOU.
 
 

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