Lúcio Porto Silva Lima: Um evangelista craque na retórica

 

Ontem me enviaram este recorte de sermão do saudoso pastor Lúcio Porto Silva Lima provavelmente em 1998 ou 1999 no Ginásio do também saudoso CACRE (Colégio Amazonense Cristo Redentor) em Manaus. Lúcio Porto tinha excelente retórica e falava com absurda fluência. Ele cursou apenas até o Ensino Médio. Nao cursou nível superior. Os melhores sermões que escutei foram proferidos nos cultos matutinos quando o cérebro dele estava fresquinho e os neurônios funcionando a todo vapor. Nos cultos de quartas-feiras, ele pregava super cansado após trabalhar o dia todo resolvendo problemas ocupando o cargo de diretor na escola. Pregava bem, mas não com a mesma desenvoltura dos discursos matutinos, porque corpo/mente cansada perde-se rendimento. É como estudar de noite após se desgastar trabalhando o dia todo no pesado.
Fui pouquíssimas vezes nos cultos matutinos, mas quando fui, testemunhei a sala lotada entre as 6:00 e 6:50 da matina. Lúcio com os neurônios descansados expelia discursos profundos abençoadores. As 6:50 ele orava, despedia os ouvintes e as 7:00 iniciava as atividades como diretor. Ele pregava por diversao, por puro prazer. Nao recebia salário da Igreja para "cumprir horários". Ele era empresário e pregar era uma PAI


XAO desde a adolescência. Pregar era libertador para ele e para os outros, por isso, ele PREGAVA todos os dias, exceto sábados. Porque pessoas acordavam as 5:30 da matina para escutar um pastor pregando as 6:00 de segunda-feira até sexta-feira? Porque o retorista era absurdamente ótimo e era prazeroso escutá-lo.
O neto e as netas do Lúcio Porto já devem saber que o avô deles quando era vivo fisicamente era super talentoso retoricamente (ofício pastoral) e adminstrativamente (ofício de diretor escolar).
Em 1999 antes de migrar para o sudeste, me desentendi com o Lúcio aos 44 do segundo tempo numa situação inusitada, mas me lembro das palavras do ex-técnico Vanderley Luxemburgo no dia que Romário se aposentou como jogador: "Tive desentendimentos com o baixinho Romário, mas devo dizer publicamente que dentro de campo com a bola nos pés, Romário foi um GÊNIO". Se Lúcio estivesse vivo, provavelmente ele retribuiria minhas palavras e diria: O respeito que Joe tem por mim é recíproco. A trajetória do Joevan merece RESPEITO.
Havia sermoes que eu escutava e dizia para mim mesmo: este cara NAO É DESTE MUNDO. Lúcio as vezes me lembrava o também saudoso Ayrton Senna naquela primeira volta do GP Europa em 1993 na pista de Donington Park. Quem viu aquilo ao vivo e na TV, exclamou: "Senna nao é deste mundo".
Joe
Leipzig

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