Elogio à loucura

 O alemão que mora comigo (Michel) me falou que o vizinho dele acredita em corona vírus. Ele tentou convencer o vizinho que isto é manipulacao midiática, e o vizinho chamou ele de louco. Ele fica chateado e triste porque a filha dele que vive no Canadá acredita que existe covid. Ele fica irritado porque o chefe dele no trabalho também acredita. Todos acreditam, exceto ele, por isso, é chamado de louco por todos. Ele disse que foi convencer o vizinho e nao teve sucesso. O vizinho ficou ficou puto, ignorou os argumentos dele e nao quer mais papo com ele. Eu disse para ele: uma amiga brasileira vai passear contigo, vai conversar contigo abertamente sobre qualquer assunto, te escutará com ouvidos acolhedores e não te demonizará. Ela provavelmente discordará de alguns posicionamentos, mas não te discriminará. Ele ficou todo feliz e ANIMADO.

Quando eu era criança, eu me envergonhava todas as vezes que duplas testemunhas de Jeová batiam na nossa porta e eram expulsas devido preconceitos. Um dia pela manhã, eu estava sozinho com meu irmão e chegaram as testemunhas de Jeová. Convidei eles para entrar, e eles expuseram o pensavam sobre o Reino de Deus. Falaram-me sobre um paraíso onde leões brincavam em parquinhos com crianças, sucuris montavam em bezerros de ouro e ninguém se comia na cadeia alimentar. Eu escutei aquilo de boa. Com 41 anos de idade, me sinto à vontade para transformar aquelas histórias da Bíblia e as histórias do alemão que vive comigo em contos humorísticos que excitam reflexões atuais.
Os loucos abrem caminho para os sábios.
 
02 de Janeiro de 2021
 

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