Bem vindos ao mundo acadêmico e as Relações de Poder
Um brasileiro que concluiu o doutorado me contou que um conterrâneo tem emprego colaborador científico numa Universidade germânica e trabalha igual um condenado para chefe professora dona da cadeira. Ela precisa publicar um livro numa editora? Ela assina o contrato e o súdito escreve o book, mas aparece o nome dela na autoria. Ela precisa publicar 4 artigos científicos em revistas conceituadas? Ele escreve e aparece o nome dela. Ela precisa participar numa conferência? ele prepara o paper da palestra para ela. No currículo dela (Lebenslauf), há uma riqueza de publicações atribuídas à ela, mas quem de fato escreveu, foi o súdito assistente.
Ele é doutorando, mas não consegue escrever a tese dele porque precisa escrever 200 páginas do book da professora. Ele recebe salário com título de mestre. Se tivesse concluído o doutorado, receberia quase o dobro do salário ocupando a mesma função. Mas é mais jogo para o sistema, mantê-lo escravizado com título de mestre e doutorando por tempo indeterminado.
Isto não é prática somente no meio acadêmico na Alemanha. No Brasil e em outros países/continentes, ocorre o mesmo procedimento. Súditos escravos assalariados paus mandados do chefe trabalham muito nos bastidores para fazer tudo o que o chefe/professor precisa fazer, mas não quer fazer.
Viu o currículo de um professor europeu com quase 500 publicações? pois é (...)
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