Amor que FICA, amor que PICA. O caso EX-MARIDO

Durante o Bacharelado em Música Sacra na Colina, fui aluno de uma professora de História da Música que tinha muito ódio e muita saudade do EX MARIDO. Profissional divorciada, ela falava com muita competência sobre Beethoven e dialogava com os problemas afetuosos do EX MARIDO. Colocava uma obra de Chopin e misturava com os trítonos do EX MARIDO. Uma Sonata de Mozart era sempre regada com os contos des-harmônicos do EX MARIDO.

Nos formamos sem conhecer NADA sobre História da Música no século 20 (Debussy, Stravinsky, Schoenberg, Boulez, Cage, Stockhausen, Gilberto Mendes, etc), mas em compensação, nos tornamos EXPERTS em repertório de música até o século 19 e sabíamos TUDO sobre a "História Subversiva" e os "Babádos Afetivos" do EX MARIDO.
Nas aulas de "Culto Cristão" a coisa era MAIS TENSA, pois as "Parábolas de Jesus" e os "Salmos de Davi" sempre entravam em CONFLITO com as "narrativas minimalistas e demoníacas do EX MARIDO".
Nos bastidores, a gente se divertia com aquela docente com dor de cotovelos matrimoniais.
Pois é (...)
Amor que FICA, amor que "PICA".

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