A mulher que gostava de churros: Teologismos subversivos a partir de 3 narrativas "psicanalíticas" paralelas.

 

Zaqueu era maior 71 e se enriquecia as custas de suborno, corrupção e sonegação de impostos. É concebível que ele foi fruto de uma tradição de roubalheira, onde avós, pais, irmãos e amigos faziam o mesmo.
Ele ficou sabendo que um jovem chamado Jesus de Nazaré estava fazendo uma revolução, ajudando os pobres, prostitutas, travestis, mulheres que eram desprezadas na época por da causa da sociedade machista no judaismo dominatrix. Então, ele subiu numa árvore e ficou escondidinho usando coletes a prova de bala, e cercado por seguranças. Ele se comoveu vendo aquele fluxo de amor. Cada passo que Jesus dava lá em baixo, sacudia Zaqueu por dentro e ele começou a se desmontar aos poucos vendo as lágrimas descendo incontrolavelmente.
Zaqueu voltou para casa, e não conseguia dormir, pois a culpa é um fantasma malvado. A producão de Zaqueu companhia Ltda, ligou para Jesus e agendaram um encontro secreto na casa do próprio Zaqueu. Quando Jesus chegou, Zaqueu estava deprimido pois estava sofrendo com o peso das coisas que dominavam-o. O choro e o silêncio ambientavam aquele local. Daí Jesus disse: Não é para refletir, é para falar. Procure ouvir a voz estranha e verbalize porque o desabafo retornará como respostas para você.
Jesus fez uma análise como retorno a exterioridade, do exterior traumático incentivando Zaqueu à atravessar o inferno e se soltar dos braços do pai. Freudianamente falando, aquela experiência amorosa fez aquele homem safado dizer/EXTERNALIZAR-EXPELIR coisas difíceis que mudaram o rumo daquela existência sanguessuga, despertando nele um desejo incrível e humilde de restituir os prejudicados em dobro ou em triplo.
Jesus pegava as pessoas deprimidas em seus afazeres, isto é, no jardim, no trabalho, na escola. Foi assim que ele encontrou uma mulher perdida nas ruas da vida. Ela era samaritana e estava na beira de um poço atormentada por suas crises religiosas, afetivas, trabalhísticas e outras.
Os sacerdotes e religiosos da época, atribuiam o “fracasso” existencial dela à moralidade psicológica, moralidade geográfica e moralidade dos clichês espirituais. Ela disse carregada de culpa: Mestre! Acho que estou em pecado. Onde devo adorar e me reencontrar com Deus? Jesus ficou silencioso e não respondeu deixando que aquele desabafo feminino retornasse como possíveis respostas. Então movido de sensibilidade, acompanhou-a até a porta da casa dela ouvindo-a. Quando chegou lá, conheceu a filha dela. Em meio aquele bate papo analítico e rejuvenescedor, aquela menina correu e pegou em off no fundo baú uma foto da mãe dela quando tinha 20 anos sorrindo nos braços de um homem. Jesus encontrou a chave do problema, mas restava saber se aquela chave ainda cabia naquele buraco. Se entrar, tudo resolvido. Então ordenou a meninha que vasculhasse os 4 cantos do planeta atrás daquele sujeito e ela saiu garimpando e foi até o hades, acessou o inferno e acendeu uma tocha e encontrou aquele homem e pediu carinhosamente que a acompanhasse até sua casa pois haveria alguém estava entre a vida e a morte. Ela explicou a situação toda e o cara resolveu dar uma segunda chance, pois foi a mulher que havia vacilado, trocando aquele amor por outro amor bandido há duas décadas atrás.
Quando a mãe avistou-a depois daquele sumiço sem aviso, ela perguntou: “Minha filha! De onde vieste? Então a menina respondeu: “Eu vim de rodear a terra. Trouxe um presente para você”. Quando a “coroa” viu aquele varão virtuoso, o clima mudou. Então foram para o quarto e ali ela transou, analisou, gozou, adorou, louvou, saltitou sobre a manjuba e liberou delírios de júbilo. Então ela nasceu de novo. E Jesus viu o amor pelo buraco da fechadura como escreveu Nelson Rodrigues.
Ao sair ressuscitada daquela celebração da afetividade, Jesus disse: Onde vocês dois estiverem, ali haverá adoração. Então o casal agradeceu dizendo: amém, aleluias, xuricantaras-xuriamas e voltaram à TRANSAR ALUCINADAMENTE.
No dia seguinte, ele encontrou a mulher adúltera que estava cercada de homens que queriam apedrejá-la. Judas disse que estava afim de tirar uma casquinha afetiva também. Então Jesus baixinho: Essa mulher tem mais hora de cama do que urubu de vôo. Então, ele abraçou a mulher rodada, e perguntou: se alguém não tem pecado atire a primeira pedra. E todos ficaram acanhados e recuaram porque Judas era o prefeito e todos ali tinham rabo preso com ele.

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